Número 105 - 1ª quinzena FEVEREIRO de 2002

  DESTAQUE  PROVAS ACADÉMICAS FCUL EM DIRECTO EDIÇÕES  
SUPLEMENTO DE BOLSAS E PROGRAMAS UNIVERSIDADE DE LISBOA   PUBLICAÇÔES  
FCUL ON-LINE   FCUL APRESENTAÇÃO FICHA TÉCNICA  PROVAS BREVES   

FCUL CONFERÊNCIAS, SEMINÁRIOS E CURSOS RECORTES DE IMPRENSA AGENDA  

 

FCUL em directo

 

Eleições para Reitor da UL

6 Fev. 02
J. M. Pinto Paixão apresenta candidatura

J. M. Pinto Paixão, presidente dos Conselhos Directivo e Científico da FCUL, vai apresentar a sua candidatura a reitor da Universidade de Lisboa, no Salão Nobre da Universidade de Lisboa, no próximo dia 6 de Fevereiro, Quarta-Feira, pelas 12h00.
À sessão serão bem-vindos os membros da Universidade de Lisboa e, em especial, os apoiantes desta candidatura que assim desejem partilhar este importante momento.

J. Barata Moura formalizou recandidatura

“Declaro que sou candidato à eleição para Reitor da Universidade de Lisboa, no exercício que em Maio de 2002 se iniciará.
Move-me em exclusivo o propósito de servir a Universidade, até ao limite das minhas forças e discernimento, no processo de consolidação e desenvolvimento que partilhadamente abraçou. Para a Universidade de Lisboa, prosseguir a sua caminhada de construção significa confirmar e ajustar uma estratégia; robustecer os meios, a organização e os procedimentos; sedimentar a coesão, o empenho, o brio, numa participação alargada; interpretar crítica e criativamente, em todos os domínios e escalões de responsabilidade, a demanda da boa qualidade, de que se honra e para que trabalha, no desempenho da sua missão científica, pedagógica, cultural, comunitária e de cooperação.”
Foi assim que, no passado dia 23 de Janeiro, no Salão Nobre da Reitoria, J. Barata Moura se dirigiu à Academia, iniciando o discurso de apresentação da sua candidatura a um novo mandato como Reitor da Universidade de Lisboa.
No final, o actual reitor da UL e professor catedrático da Faculdade de Letras, por entre os agradecimentos expressos aos membros da Universidade, indicou os nomes de alguns colegas que desde já aceitaram integrar uma futura equipa reitoral sob a sua égide.

5.º centenário do nascimento de Pedro Nunes inspira sexta edição
“Pedro Nunes, o Mar como Saber e os Saberes do Mar” é o tema da 6.ª Edição dos Dias Abertos da FCUL, a realizar entre 18 e 20 de Março de 2002.
A iniciativa organizada pela FCUL visa divulgar as instalações laboratoriais e o espaço universitário aos alunos dos 11.º e 12.º anos do Ensino Secundário. Simplesmente para que os jovens conheçam as alternativas oferecidas pela FCUL, quando escolherem o futuro académico e profissional.
Enquanto no primeiro dia do evento as áreas de Biologia, Geologia e Oceanografia são as privilegiadas, no segundo dia a Matemática, a Estatística e Investigação Operacional, a Engenharia Geográfica e a Informática reúnem a atenção. No encerramento da iniciativa, inspirada no 5.º centenário do nascimento de Pedro Nunes, a prioridade diz respeito às áreas de Física, Química e Bioquímica, Educação e Tecnologias.
Tal como em anos anteriores, o programa inclui a realização de visitas guiadas (dependentes de marcação prévia), de um ciclo de conferências (entrada livre) e de um forum de informações e exposições, interdisciplinar e permanente. Outras informações sobre os Dias Abertos 2002 podem ser obtidas no endereço www.fc.ul.pt/dias_abertos .

Falecimento do Professor Fiúza

Foi com grande pesar que tomamos conhecimento do falecimento de mais um membro da FCUL.
Armando Fiúza, professor auxiliar com agregação do Departamento de Física da FCUL e investigador do IO, faleceu no passado dia 20 de Janeiro, tendo o funeral ocorrido a 21 do mesmo mês.
À família e colegas a redacção da info-Ciências apresenta as suas condolências, transcrevendo a mensagem de despedida da equipa do Instituto de Oceanografia:
“O Armando Fiúza, que na 6ª feira se foi embora brincando connosco por ir de fim de semana, não voltou.
Era um trabalhador incansável com um coração que batia com muita força pelos seus ideais e subitamente se cansou no dia 20.
Licenciado em Ciências Geofísicas pela Universidade de Lisboa em 1967 e Master of Philosophy em Oceanografia pela Universidade de Southampton, Reino Unido, doutorou-se em Física (especialização em Oceanografia) , pela Universidade de Lisboa em 1985.
Foi um dos pioneiros da Oceanografia Física em Portugal, participando activamente na introdução e no desenvolvimento do ensino desta área na Universidade de Lisboa, criando disciplinas, orientando estágios e estruturando e implementando um Mestrado em Ciências Geofísicas na Área de Especialização em Oceanografia. Orientou diversas teses de Mestrado e de Doutoramento, de pessoas que exercem actualmente actividades profissionais em universidades e outras instituições no país e no estrangeiro.
Contribuiu decisivamente para o avanço em Portugal da investigação científica no domínio da Oceanografia Física e da aplicação da Detecção Remota às Ciências Marinhas. Dirigiu vários projectos de investigação, nacionais e internacionais, dos quais se destacam o “Development of Satellite Oceanography in Portugal – SATOCEAN” do Programa NATO “Ciência para a Estabilidade”, e o “Multidisciplinary Oceanographic Research in the Eastern Boundary of the North Atlantic – MORENA” do Programa MAST II da União Europeia.
Deixa-nos inúmeras publicações em revistas nacionais e internacionais e uma imensa saudade.”

  Os colegas biólogos e físicos do Instituto de Oceanografia

Projecto de ex-alunas da FCUL sobre Golfinhos-Roazes

Cristina Brito, Inês Carvalho e Sónia Matias, licenciadas em Biologia Aplicada aos Recursos Animais, pela FCUL, iniciaram o projecto “Os Golfinhos-Roazes do Estuário do Sado – Medidas de Acção e Conservação” no passado mês de Janeiro.
O desenvolvimento do trabalho científico vencedor do “Prémio Milénio Sagres-Expresso 2001”, com a duração de um ano, é feito através da associação científica, sem fins lucrativos, Projecto Delfim – Centro Português de Estudos Mamíferos Marinhos. O prémio no valor de € 49 879, 79 destina-se a preservar a única população residente de cetáceos em Portugal, os golfinhos-roazes do estuário do Sado.
Reunir toda a informação científica sobre os aspectos abióticos e bióticos do estuário do Sado, sensibilizar para as questões ecológicas da região a indústria e as empresas, cuja actividade possa causar impactos no ecossistema estuarino, e definir linhas de actuação para a conservação daquela espécie são os objectivos do projecto.
Segundo as biólogas, “desde o início dos anos oitenta que têm sido desenvolvidos estudos sobre esta população, tendo-se vindo a observar um decréscimo do seu efectivo, que conta actualmente com 30 indivíduos”. O discurso das ex-alunas é peremptório: “Os golfinhos-roazes correm o risco de extinção. A sua população é constituída maioritariamente por animais adultos e possui uma baixa taxa de renovação demográfica”.
De acordo com a memória descritiva do projecto alguns animais apresentam lesões na pele, derivadas de infecções provocadas por agentes patogénicos ou anomalias no funcionamento do organismo devido ao stress originado, por exemplo, pelo crescente tráfego marítimo. Os elementos tóxicos acumulam-se ainda no leite materno e são transmitidos às crias no momento da amamentação.
Critina Brito, Inês Carvalho e Sónia Matias prometem lutar pela preservação dos cetáceos. Para isso, esperam constituir protocolos em diferentes áreas e com diversas entidades, de modo a contribuir para a requalificação do estuário do Sado e desse modo para a conservação dos golfinhos-roazes, cientificamente denominados Tursiops Truncatus.

Curiosidades
- O dorso dos golfinhos-roazes é cinzento-azulado e o ventre branco. Têm um bico curto e largo e uma barbatana dorsal comprida, alta e falciforme.
- Os golfinhos-roazes adultos medem em média entre 2,7 e 3 metros. Atingem a maturidade sexual entre os 11 e 12 anos. O período de gestação é de um ano.
- Chamam-se roazes-corvineiros porque têm o hábito de roer as redes dos pescadores, “roubando” essencialmente corvina, segundo a página da internet Setúbal na Rede.
- Na Mauritânia e no Brasil, os golfinhos-roazes encaminham o peixe para a rede dos pescadores, recebendo em troca parte do produto da pesca, de acordo com Rui Prieto.

Número Actual